Blog RegisCap1 pelo Brasil: Entrevista com Eder Freire, guitarrista e vocalista da Banda Gonorants de Brasília


Eder Freire

Em mais uma entrevista da serie, Blog RegisCap1 pelo Brasil, da coluna “Um Dia Com Música” de Beatriz Carlos, você vai conhecer, Eder Freire, guitarrista e vocalista da Banda Gonorants de Brasília.

Beatriz Carlos – Eder como começou essa paixão pela música?

Eder Freire – Ainda bem jovem, eu era obrigado a ouvir as bandas que meus irmãos mais velhos ouviam, ia absorvendo as coisas, meu irmão tinha uma banda de rock que durou pouco, mas eu achava muito legal ver ele em um grupo de amigos, pra tocar, sair, viver aventuras por causa da música.

Ainda no meu tempo de escola, lá pela minha quarta série, passei a ouvir muito, Titãs, Paralamas, Legião e as pessoas achavam estranho uma criança ouvir música de adolescente na época, até que surgiram os mamonas assassinas e foi quando eu olhei para o meu pai e disse: quero uma guitarra e viver de música.

Meu pai me deu um teclado por que disse que guitarra era coisa de maconheiro. Anos se passaram e eu já na fase rebelde da vida, vendi meu teclado e comprei uma guitarra horrível, usada e toda empenada, não sabia nem afinar, mas aquilo já era o máximo pra mim.

O pai de um amigo meu me deu aula de violão por seis meses e comecei minhas bandinhas, todas sérias, até que um dia resolvi avacalhar e tocar só besteira pra desestressar e essa besteira completou 10 anos esse ano. Gonorants!

Gonorants

Beatriz Carlos – Como surgiu a banda Gonorants? E como ela está ate hoje?

Eder Freire – Começamos como uma brincadeira sem pretensão era só pra se divertir, cantar músicas para sacanear os amigos, era praticamente uma banda de bullying explícito na escola.

Foram começando nos convidar para alguns shows locais, e a coisa foi andando, decidimos gravar uma demo, não tínhamos baterista, tocamos com baterista emprestado, eu era guitarrista na época, o Arthur era o baixista mais ignorante do mundo e o Thiago (atual baixista) era o vocalista, ele não sabia cantar, mas era engraçado.

O trabalho foi evoluindo, achamos um baterista na internet o Rafael, e começamos a tocar em mais eventos locais, o Arthur saiu na época por besteira da banda mesmo que achava que ele não estava se dedicando, sendo que não havia no que se dedicar, era tudo uma farra e até hoje me arrependo de ter permitido que tirassem o Arthur.

Passaram outros baixistas, Jaques, que saiu em pouco tempo, junto com o Thiago que passou a ter vergonha da banda, entrou então o Shiroba, e viramos um Power trio, resolvi assumir os vocais, foi uma ótima formação, até que Shiroba saiu por uma intriga entre ele e o baterista por causa de mulher, não sei direito a história.

Então chamei o JP, era muito louco, bebia muito, tinha um visual Punk, e nessa época comecei a compor umas músicas pra gravar um EP, ensaiamos tudo e de repente, ele sumiu, ninguém achava, não atendia e resolvi gravar sozinho com o Rafael este “EP’’ que era uma demo.

Precisávamos de um baixista, e resolvi chama a Vanessa que era uma amiga que conheci por acaso, no início o Rafael não gostava da ideia de uma mulher na banda, mas estava disposto a usar do marketing pra conseguir mais visibilidade, sugeri um uniforme e a Vanessa deu ideia de listras.

Ai foi quando resolvi investir pesado na banda, gravamos um CD, tomamos calote de produtor, largamos tudo pra ir pra São Paulo, conseguimos muitas coisas por lá, realizei alguns sonhos, mas foi tudo desandando, foi acontecendo um desgaste, os interesses já não eram os mesmos, uma depressão ia assombrando todos, começamos brigar bastante, por vários motivos e resolvi encerrar a banda por não concordar mais com aquele tipo de vida que estávamos levando por lá.

Os mesmos decidiram ficar em São Paulo, além da banda sempre tiveram outros projetos e gostavam muito da cidade. Voltei, fiquei quase um ano sem querer saber de música, até que resolvi ceder as vontades de amigos que ainda ficavam no meu pé pra eu voltar a tocar.

Montei este Gonorants atual, e desde então, vejo a história inicial se repetir, voltei com essa formação para apenas brincar e curtir, mas os trabalhos foram aparecendo, shows, oportunidades, público, muita coisa sobre a gente na internet e voltamos com tudo, esta formação é mais madura, todos faziam parte de alguma forma da banda.

Consegui convencer o Thiago a voltar, só que como baixista (hoje se arrepende de ter saído), convidei o Felipones pra bateria, pois ele gravou todas as nossas demos, nosso CD e nosso EP no estúdio dele, e foi o produtor do CD, então não existe alguém que conheça melhor a banda do que ele. Convidei o Leo, pois ele tinha uma banda com outros amigos nossos que tocavam muito com a gente por Brasília e achava o Leo o cara mais maluco das cordas, um maluco nível manicômio, mas tocava muito.

Essa formação pela primeira vez, todos se conhecem, todos são amigos, todos são responsáveis, nosso tempo é curto pra ensaiar, mas toda semana nos reunimos e fazemos o que temos que fazer, atualmente estamos gravando o segundo disco oficial, que está totalmente imprevisível, músicas novas, ritmos malucos, letras mais trabalhadas, e acredito que será melhor do que o primeiro.

Em pouco tempo dominaremos o universo, humildemente!

Gonorants

Beatriz Carlos – Quais foram e são suas maiores inspirações?

Eder Freire – Chaves, Ufologia, Mamonas Assassinas, Raimundos, Raul Seixas, Programas de Humor, situações engraçadas que presenciei, piadas, Ramones, meus tempos de escola, muitas coisas marcantes que me fizeram ou me fazem rir.

Beatriz Carlos – Qual foi sua maior alegria ate hoje na música?

Eder Freire –  · Ter conhecido o Roger do Ultraje, ele ter gravado Gaivota Manca no nosso CD, ter tocado com o Ultraje uma música minha em Brasília.

· Ter aberto o show do Marky Ramone em Brasília, conhecer um integrante dos Ramones não tem preço.

· Conhecer vários ídolos, o pessoal do Raimundos, do Ultraje, do Dead Fish, Matanza, Autoramas, Alf do Rumbora, produtores que só via na TV como Tadeu Patolla.

· Ter feito Jam Session na casa do Eduardo (Baterista da Pitty), Jam Session em Brasília com o Digão, Alf e vários artistas locais que admiro.

· E uma das maiores alegrias é ter o melhor público do mundo, o pessoal que acompanha a banda sempre me surpreende, a maioria acaba se tornando amigo.

Beatriz Carlos – Tem algum sonho que ainda quer realizar?

Eder Feire – Uma turnê no Brasil inteiro, nem que seja dividida por regiões, quero participar do programa do Danilo Gentili e quero poder finalmente viver de música ver minha música pagar todas as minhas contas e me sustentar em paz!

Fotos: Site Banda Gonorants

Reportagem: Beatriz Carlos

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4 comentários

  1. Legal irmão!!!! Você agora está mais maduro e responsável. Vai dar certo. Seu sonho está muito próximo de se realizar. E a realização desse sonho se deve à sua competência como músico. Nunca deixe ninguém dizer o contrário.

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