Coluna de 5ª com Rafa Evaristo: Dom, dom, dom …


Passamos da 1ª edição:

Muito obrigado a todos que leram a nossa 1ª edição! Para quem estava duvidando, e acreditando que a Coluna de 5ª não passaria de sua primeira edição, está aí a prova, que sim, vai ter Coluna de 5ª segunda edição, agora chupa mundo! E let’s go baby, respire fundo e tire a remela do olho, porquê a não ser que você fique com preguiça e desista de ler, você está prestes a decifrar a coluna mais bitolada da comunicação brasileira, seja muito bem vido(a)!!

Participa cabeça:

Você nem imagina como é difícil escolher os temas, por isso sugestões são sempre muito bem vindas, leu e gostou? Deixe sua opinião, leu e odiou? Também deixe sua opinião, os contatos estão no rodapé da coluna.

DOM, DOM, DOM …

Funk

Dom, dom, dom, dom, dom, dom, dom…

Este foi o som de toque que ouvir semana passada, do celular de uma menina no supermercado, queria escrever o resto da canção por aqui, mas a letra é tão pornográfica, que fiquei envergonhado. Se você ainda não ouviu o sucesso Dom,Dom… Do MC Pedrinho, 12 anos, procure no YouTube, tenho quase certeza que você vai concordar comigo: Que “miedaaaarr”!!

Você já deve ter percebido, o tema da nossa coluna dessa semana é música, e se você também ama música, assim como eu, também deve se perguntar: “Por que tem tanta música ruim, fazendo sucesso por aí?” Vamos fazer uma breve analise, e tentar entender o que está acontecendo, por que não aparecerem mais: Cazuzas, Renatos Russos, Cartolas, Tons Jobins, Elises Reginas, dentre tantos outros grandes nomes. Sei que quem mais precisa ler esta coluna, não vai ler, kkkk.

Primeiramente, precisamos entender que não existe música “brega”, mas existe sim, uma maneira “brega” de cantar, tá duvidando aí meu filho(a)? Com certeza você já deve ter ouvindo a canção Baba da cantora Kelly Key, então agora da uma conferida na mesma canção, porém interpretada pela cantora Maria Gadú, os links da música estão aí:

Kelly Key – Baba Baby:

Maria Gadú- Baba Baby:

Se você conferiu, com certeza tá babando aí, né? A mudança é impressionante, nem parece ser a mesma música, muita gente nunca ouviu a versão da Gadú, mas já ouviu a da Kelly Key, porque tocava muito nas rádios e a Loira aparecia sempre em programas de TV. Isso foi só para comprovar minha tese de que não existe música brega, mas brega é a forma como se canta se já sabemos disso, por que as cantigas bregas vendem mais que as belas performances?

Vamos usar o poder da ciência para responder esta pergunta, em entrevista ao site G1 o neurologista britânico Oliver Sacks, afirmou: A música se apossou de muitas partes do cérebro humano. É possível ver como o cérebro se modifica em resposta à música.”. Isso que dizer que a música tem o poder de gerar reações em nosso cérebro, e nos estimular a pensar, fato que não tem ocorrido ultimamente, pois qual reação e estimulo cerebral uma pessoa pode ter, escutando “eu quero tchu eu quero tcha”?!! (risos)

Então respondendo a pergunta anterior, música brega e ruim vende mais, porque a maioria dos consumidores não estão muito a fim de gerar estímulos intelectuais, como o causado pela canção Cálice composta por Chico Buarque no período da ditadura militar no Brasil “Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano, quero lançar um grito desumano, que é uma maneira de ser escutado…” [Cálice (Part. Nilton Nascimento)]

Estamos vivendo a era “burricionista”, como diz meu professor de filosofia Alexandre Duran, as pessoas estão cada vez com mais preguiça de pensar, é como se do nada a exceção tenha se tornado regra, e vc não têm percebido, viu como passou em branco pelo “vc” e pelo “não”? Precisamos pensar, necessitamos de estímulos para não cairmos na alienação e no marasmo, nada contra estilos musicais como Funk, Forró, Arrocha e Axé me preocupa o impacto que elas vão me causar, a maioria desses estilos hoje em dia infelizmente só vendem ostentação e sexo, e as mídias tratam de repeti-las ao máximo, para que literalmente elas não saiam da sua “Lepo,Lepo” ops, desculpa, não saiam da sua cabeça. Sou bem eclético e acredito que existem dois tipos de músicas: boas e ruins, independente do estilo.

Temos bons compositores e músicos nos dia atuais, artistas estes que a mídia faz questão de esconder, mas a santa internet nos ajuda a encontra-los e relembrar os nossos mestres, por isso mano zika do bagulho, vamos deixar um pouquinho a ostentação de lado e vamos dar play no cérebro, pode ser? Se não, por favor, compre fones de ouvido e pare de ouvir funk no auto falante do celular, isso já tá ótimo! Obrigado por ler, até semana que vem!

Por/ Rafa Evaristo

Estudante de Direito, locutor de rádio e colunista de 5ª.

E-mail: rafaevaristo12@gmail.com

Facebook: https://www.facebook.com/raphaevaristo

Twitter: https://twitter.com/raphaevaristo

Leia também: Copa do Mundo e as modinhas da estação.

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